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Futebol
Publicada em 16/05/13 - 1926 visualizações
A História da Associação Atlética Boituvense
Muitas Conquistas e Glórias

http://www.cidadeboituva.com.br/


Assim o Professor Olavo descreve o início da história da Associação Atlética Boituvense:

Um pouco adiante, no dia 13 de março do mesmo ano, um grupo de cidadãos aficionados pelo esporte bretão, reuniu-se, primeiro na residência do sr. Luiz Grando e decidiu fundar a que é hoje a Associação Atlética Boituvense, cuja sede funcionou durante algum tempo na casa do sr. Francisco Gomes dos Santos, onde é hoje a Cibelar.

Faziam parte do referido grupo: João Batista de Arruda, Leônidas Manoel da Silva, Augusto Luiz Menin, José Amadio, Rogério Gomes, Ibrahim Assad Atalla, Dino Bruno Labronici, Eduardo Candiotto, Antonio Vial, Domingos Rodrigues Barreto, Adelino Moschioni, Domingos Grosso e Silvério Figueiredo.

Conta-me Antônio Fogaça que tudo começou mesmo com um trio formado pelo próprio Antônio, Orlando Vial e Ismael Martins que promoviam "por brincadeira" rápidos bate-bolas, informais, mais para pelada do que para time de futebol propriamente dito."Se non è vero...".

Já no dia da reunião de 13 de março, foi escolhido o nome da entidade, "Associação Atlética Boituvense", com um time cujos primeiros componentes foram Thyrson (goleiro), Jozué, Gamito, Armando, Camargo, Dedé, etc.

No dia 1.º de maio a agremiação teve o seu 1.º jogo e seu adversário foi o Bela Montanha F.C., da vizinha cidade de Sorocaba. Resultado desse encontro 1x1, gol de Dedé, para Associação.

A princípio, os jogos da nova Entidade futebolística tinha lugar no campo do Votoran, depois no Cascavel e, por último, em definitivo na atual praça de esportes, no então, final da rua Cel. Eugênio Mota.

Sua 1.ª Diretoria: Presidente: Leônidas Manoel da Silva, Vice-Presidente, Augusto Luiz Menin, Tesoureiros: José Amadio, Domingos Rodrigues Barreto e Mário Moschioni, Secretários: João Batista de Arruda, e Dino Bruno Labronici, Diretor Esportivo: Ibrahim Assad Atalla, Treinador, Luiz Grando, Fiscal Geral, Antônio Vial, Membros: Silvério Figueiredo, José Elizeu Ferriello, João Moschioni, Domingos Grosso, Armando Ferriello, Eduardo Candiotto, Antônio Lopes, Mário de Apula Dias e Francisco Gomes dos Santos, Diretor de Publicidade, Rogério Gomes, Orador Oficial, Dr. Benedito Alaor Rolemberg de Oliveira.  

ASSOCIAÇÃO ATLETICA BOITUVENSE

FATO INUSITADO

Atualmente em 2011 a grande sensação no futebol é o goleiro do São Paulo F.C. Rogério Ceni, o goleiro artilheiro com seus 100 (cem) gool, que mundialmente tornou-se famoso por sua façanha e um feito que talvez jamais será superado por algum goleiro. Fato marcante que se tornará eterno.

Mas há 54 anos passados , em 1957, quando a A.A. Boituvense pode contar com uma forte e poderosa equipe amadora, tinha como goleiro o jogador DADO, excelente atleta que posteriormente atuou como profissional em várias equipes do Estado.

Neste ano de 1957 pela disputa do campeonato regional, naquela época promovido pela Federação Paulista de Futebol, realizou-se aqui em Boituva um jogo contra a equipe de Rio das Pedras e o resultado do placar foi vitória da A.A. Boituvense por 13 a 1. A média de gool nesta partida foi de um gol a cada 7 minutos, uma verdadeira e sonora goleada.

Mas o fato mais atrativo, inusitado aconteceu quando a partida já estava com o placar de 12 a 1 e o árbitro marcou uma penalidade máxima contra a equipe de Rio das Pedras quase no encerramento da partida.

O goleiro da A.A. Boituvense Dado saiu do gol e foi "bater" o penalty que culminou com a feitura do 13º gol, fato este que jamais tinha sido visto, pelo menos aqui em Boituva, por qualquer torcedor ou pelos próprios jogadores, em uma partida de campeonato amador do Estado, ano de 1957.

Todos ficaram abismados com o feito que se tornou muito conhecido e comentado durante o transcorrer do campeonato, mas os dirigentes e jogadores da equipe de Rio das Pedras tomaram o feito como um verdadeiro menosprezo e ofensa ao adversário.

A partida era válida ao primeiro turno do campeonato e no segundo turno teria o jogo de volta, desta feita na cidade de Rio das Pedras.

E no segundo turno realizou-se a partida de volta em Rio das Pedras e imaginem o pior que pode ocorrer naquele jogo, mas a equipe da A.A. Boituvense era tão forte que mesmo com toda a adversidade que pode encontrar saiu vencedora pelo placar de 1 a zero.

O goleiro Dado assim fez naquela época o que o Rogério Ceni faz hoje no futebol pela equipe do S.Paulo.

Realmente um fato inusitado. 

Texto de Edir de La Mata Ferriello

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA BOITUVENSE

                                        13 DE MARÇO DE 1948 A 13 DE MARÇO DE 2011

          Bem, lá se vão 63 anos de existência. Em 13 de março de 1948, precisamente às 21 horas na residência do Sr. Luiz Grando, à Rua Cel. Eugênio Motta, nº 255, foi realizado a reunião para fundação da Associação Atlética Boituvense. A reunião foi presidida com inícios dos trabalhos pelo esportista Sr. Rogério Gomes que expos aos presentes a finalidade da reunião e apresentou, para serem votados como diretores, os nomes constantes de uma relação.  Foram votados por aclamação, sendo eleita então a primeira diretoria da Associação Atlética Boituvense. Assim ficou composta a Diretoria:

Presidente: Leonidas Manoel da Silva

Vice Presidente: Augusto Luiz Menin

Tesoureiros: José Amadio, Domingos Barreto e Mário Moschioni

1º Secretário: João Batista de Arruda

2º Secretário: Dino Bruno Labronici

Diretor Esportivo: Hibrahim Atalla

Treinador: Luiz Grando

Fiscal Geral: Antonio Vial

Membros: Silverio Figueiredo, José Elizeu Ferriello, João Moschioni, Domingos Grosso, Armando Gianotti Ferriello, Eduardo Candiotto, Antonio Lopes, Mário de Paula Dias e Francisco Gomes dos Santos.

Diretor de Publicidade: Rogério Gomes

Orador Oficial: Dr.Benedito Rolemberg de Oliveira

          Nesta reunião dentre vários assuntos determinou-se a elaboração de seu estatuto social e aprovada as cores oficiais da agremiação como branco e grená e fixando a sigla de A.A.B.

          Assim iniciava a caminhada da agremiação como a primeira representante oficial da cidade e segundo se comenta que temiam que viesse a extinguir dado as dificuldades e obstáculos que teriam que ser enfrentadas.

          Hoje estes fundadores, já todos falecidos, foram sentido o sabor, durante anos, de ver a agremiação seguindo sua trajetória como legítima representante e elevando o nome da cidade em toda a região no cenário esportivo do futebol de campo.

         De 1948 até 1958 foram 10 anos que ser adepto, torcedor e associado era quase que uma devoção em uma cidade com menos de 5 mil habitantes e a agremiação se mantinha graças aos associados e torcedores que sempre financeiramente prestaram suas colaborações. Ainda mais, naquela época ser Presidente da A.A.B. era tido como um grande cargo no Município. Por isso ao longo dos tempos as eleições para Presidente eram sempre concorridas e fosse quem se elegesse podia contar com o apoio e a colaboração de todos, portanto, a vontade de todos sempre esteve voltada para o sucesso da agremiação. Talvez por isso a A.A.B. pode manter suas atividades ao longo dos anos aqui mencionado , muito diferente dos tempos atuais, que não conta com associados e colaboradores e que vive hoje graças ao empenho e esforço de alguns abnegados esportistas que lutam pela sua sobrevivência.

          De 1948 e até meados de 1959 a A.A.B. utilizou-se da praça de esporte localizada na Avenida Pereira Ignácio, de propriedade da Indústria Votorantim, hoje atualmente de propriedade da Empresa Brooklin, ainda hoje existente, por quase 11 anos, sempre lembrando que em Boituva era a única equipe existente e que neste local fazia seus treinamentos, disputando as partidas em jogos amistosos e em campeonatos regionais.

 

          Em 1º de maio de 1959, já com um visível crescimento da Indústria Votorantim na cidade, formou-se o E.C.Votoran, com o apoio dos Diretores, funcionários e operários da empresa e alguns esportistas da cidade e que não faziam parte da empresa.

          Foi então que aconteceu o fato mais dramático na historia da A.A.B. qual seja a sua desocupação e proibição definitiva do uso do campo de futebol por determinação dos dirigentes da empresa.

          Fato marcante que a primeira vista temeu-se pela extinção da A.A.B., mas que de imediato jogadores, diretores daquela época não mediram esforços e formaram fileiras em favor da agremiação, vindo a utilizar o campo de futebol, denominado de "cascavel" de propriedades de Ricieri Primo, onde hoje é o Residencial Primo, campo este de chão batido "peladão" como se diz na gíria e que existia desde 1951 aproximadamente.

         Este campo foi ajeitado e um pouco adaptado para que a A.A.B. dele se utilizasse para seus treinos e alguns jogos, mas todos amistosos, pois que não comportava para disputa de jogos em campeonatos amadores.

          Mas esse acontecimento repercutiu enormemente na cidade e a coisa não parou por aí. Não levou nem 6 meses e se envolveram para solucionar o problema políticos da cidade e esportistas.  Embora a política naquela época já era dividida entre oposição e situação e agravou-se mais com o surgimento do E.C.Votoran, mas a A.A. Boituvense era uma agremiação tão tradicional na cidade que políticos pró e contra eram torcedores da agremiação e então surgiu ao final do mandato do então Prefeito Municipal Sr. Rafael Caetano da Silva a decisão em iniciar a formação do campo onde hoje é o Estádio Luiz Grando e naquela época tratava-se de uma área da Municipalidade praticamente fora da região central da cidade, sendo hoje atualmente zona central da cidade dado o crescimento da cidade, que talvez muitos não imaginassem tal acontecido. Ainda em 1960 agora com novo Prefeito Municipal Sr. João Rosa da Silva (Saraiva) deu continuidade a formação do campo e que praticamente ao final de 1960 já se encontrava com o campo gramado. A partir daí então a A.A.B. foi dando continuidade as construções do seu estádio contando sempre com a colaboração dos seus associados e do comércio em geral.

        Foram quase 2 anos (meados 1959 e 1960) que a A.A.B. não disputou campeonatos regionais amador, mas esporadicamente se utilizava do campo "cascavel" para disputa de jogos amistosos. Neste período já contava a A.A.B. com muitos jovens bons jogadores e estes tiveram que jogar fora da cidade, pois eram convidados por equipes amadoras da região, como Tatuí, Tiete, Cerquilho, Porto Feliz, cujas cidades possuíam ótimas equipes amadoras, pelo fato dos jogadores não estarem participando nos jogos de campeonatos amadores da região pela A.A.B.

         Assim a agremiação passou por duas fazes distintas em sua história, e podemos dizer que a primeira fase de 1948 a 1959 ser a única equipe oficial amadora na cidade utilizando a campo da Avenida Pereira Ignácio da Indústria Votorantin, na época e como sua segunda fase a partir de 1960 até atualmente em seu próprio estádio de futebol.

         Muito se questiona e se comenta sobre a propriedade que hoje é a A.A. Boituvense sua legítima proprietária. Sim foram vários atos do poder público municipal na concessão deste imóvel a favor da agremiação que culminou com a doação através da escritura pública lavrada em 07/04/1963 no 1º Tabelionato de Notas da Comarca de Porto Feliz registrada Cartório Imóveis sob nº 15320- livro 3AD-folhas 13/14 em 20/03/1964.

          Ao longo dos anos contou com 21 presidentes e entre eles aqueles que mais permaneceram na presidência foram: Norberto Vercellino por 10 anos; Leonidas Manoel da Silva por 8 anos; Luiz Grando por 6 anos; Aparecido Jesus Laureano 4 anos; Laurindo Modolo, Paulo Ademir Mazulquim, Armando Theodoro Ferriello e Paulino Aparecido Prestes todos 3 anos cada. Outros presidentes foram: José Edney Franco, Raymundo Franco, Antonio Franco Filho, João Camargo, José Assad Atalla Junior, Antonio Brasil Holtz, Benedito Olimpio Leite, José Jorge Rodrigues, Luis Carlos Antonietti, Amaro José Andrade, Washington Thame, Sergio Antonio Marcon e Mauro Sartorelli.

         Na formação das equipes um fato curioso foi contar com jogadores de outras cidades principalmente de Sorocaba e São Paulo nos anos de 1950 até 1957, já que em 1948 e 1949 a agremiação não participou de campeonatos regionais amadores. A agremiação não conseguia montar equipes que pudesse competir com as equipes da região, por isso acontecia a vinda de jogadores de fora.

           Para manter a participação destes jogadores havia a colaboração financeira dos torcedores, associados e do próprio comércio da cidade, para pagamento destas despesas.

           Isso teve um fim a partir de 1958 em diante quando a agremiação passou a contar só com jogadores da cidade, que foram sendo formados em anos anteriores, que para tanto naquela época os jogadores participavam de campeonatos internos, enquanto as equipes amadoras participavam dos campeonatos regionais.

           Sobre equipes de futebol, a A.A.B. contou com fortes equipes em alguns anos que brilhantemente representou o futebol boituvense: 1953, 1957, 1963 e 1981. Talvez a equipe formada em 1963 foi a melhor que a agremiação pode formar chegando a conquistar tri-campeonato amador da região e disputas em campeonatos amador do Estado.

           Enfim nestes 63 anos pode promover a realização de grandes jogos memoráveis que ficaram na história da agremiação, em competições com grandes equipes da região e do Estado inclusive contra equipes profissionais, principalmente as grandes disputas do famoso derby local contra seu rival o E.C.Votoran, que pelos fatos ocorridos Boituva passou a contar com duas fortes equipes amadoras temidas em toda a região.

            Muitas coisas aconteceram que demandariam páginas e mais páginas a serem escritas, uma história com fatos alegres, tristes, mas as pessoas passaram e irão ainda passar, mas a Associação Atlética Boituvense nunca passará. 

Texto de Edir de La Mata Ferriello.....Fonte...http://www.cidadeboituva.com.br/



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